Licenças de Software e Seus Tipos: Você Conhece Todos?

Licença de software, tipo de software

Primeiro, um desafio: você sabe responder qual a diferença entre licença de software e tipo de software?

A utilização estratégica de softwares para apoiar a gestão e operação das empresas tornou-se componente do planejamento de qualquer empresa em qualquer mercado. Primeiramente, a cada ano as ofertas aumentam exponencialmente, e gerenciar licenças de software torna-se um desafio cada vez mais complexo. Além disso, tipos de software também são outro item de discussão, além do licenciamento.

Com este artigo você vai ter uma resposta definitiva sobre o desafio que apresentamos lá em cima, e mais:

A importância de uma gestão estratégica de licenças de software

Softwares são ativos da empresa, ainda que intangíveis. Sendo assim, gerir softwares de maneira estratégica é importante pelos 3 principais motivos.

Datas de vencimento e renovação

Algumas licenças de software são regidas por planos mensais e anuais, e estas datas variam de contrato para contrato e de acordo com a data de ativação. Sendo assim, o controle efetivo de datas, valores e planos garante que não haja surpresas ou desperdícios de recurso. Por exemplo, uma renovação anual de um software que a empresa não deseja mais usar ou deseja substituir deve ser acompanhada para evitar renovações automáticas que geram prejuízos.

Benchmarking de soluções

A gestão de tipos de software e suas licenças permite que a empresa esteja sempre ciente das soluções que melhor lhe atendem, de acordo com suas necessidades, dessa forma facilitando o benchmarking competitivo entre soluções.

Sinergias de integrações

Uma plataforma contábil dialoga com uma solução de Business Intelligence, que dialoga com o CRM, que dialoga com o software de automação de marketing. Dessa forma, essas interligações regem a gestão estratégica de tipos de software e suas licenças: o ganho de cruzar informações entre plataformas aumenta o valor de cada uma, orientando decisões.

Qual a diferença entre tipo de software e licenças de software?

A sua estratégia de gestão de software envolve a decisão entre tipos de licença de software e as opções de licença. Um geralmente se confunde com o outro, então vale diferenciarmos antes de aprofundar o assunto.

Tipos de software referem-se à estrutura do código e o nível de permissão exigido para adquirir, utilizar e alterar o software para uso individual e/ou corporativo. Já as licenças de software referem-se à forma de aquisição do mesmo, cobrindo itens como pagamento, vigência e outros.

O tipo de software geralmente já contém em sua definição o modelo de licença de software. Por exemplo, um software livre assume modelo gratuito de licença. Porém, no caso de um software proprietário, assume-se diversas modalidades possíveis de licença.

Antes de mais nada, vamos entrar nos tipos de software e licenças de software individualmente para aprofundar esta questão.

Tipos de software

Os tipos de software impactam diretamente nas licenças de software. Podemos classificá-los de acordo com a liberdade oferecida para alterar, utilizar e distribuir o software. Clique em cada uma das caixas para saber mais sobre cada tipo de software, classificados dos mais livres aos mais comerciais.

Softwares de Código Aberto são geralmente criados e mantidos por comunidades de desenvolvedores, sem nenhuma intenção comercial. Sendo assim, a comunidade adiciona melhorias ao código e está aberta a adições.

Exemplos de software de código aberto: o sistema operacional Linux é talvez o mais famoso, e igualmente muitos de nós já usamos o Open Office, por exemplo.

Softwares Copyleft são aqueles de código aberto também, mas com um controle maior na alteração e distribuição. Dessa forma, seus desenvolvedores exigem que toda modificação ou extensão criada a partir do software original sejam também livres e sua origem creditada.

Exemplos de softwares copyleft: a Mozilla (criadora do navegador Firefox) opera com copyleft.

Softwares Livres são todos aqueles que possuem distribuição livre e gratuita, mas sem permissão para modificações, muitas vezes sem oferecer acesso ao código-fonte (mas nem sempre: softwares de código aberto podem ser considerados livres). Consequentemente, são desenvolvidos por empresas que desejam oferecer um recurso como forma de marketing ou para apoiar seus clientes e seguidores.

Exemplos de softwares livres: boa parte dos plugins dentro da licença de software do WordPress são livres mas sem acesso à modificação. O player de mídia VLC é outro bom exemplo.

Software Proprietário é a categoria onde a imensa maioria dos softwares de uso corporativo se localiza. São plataformas de código fechado, distribuídas comercialmente para lucro e com regras de uso e licenciamento determinadas pelo desenvolvedor do código.

Exemplos de software proprietário: pacote Office, pacote Adobe, e muitos outros.

Licenças de software

As licenças de software dialogam com os tipos, determinando seu modelo comercial a partir desta definição. Primeiramente, é bom entender que as licenças podem ser combinadas: nem todo software se limita a um único modelo. Por exemplo, posso oferecer uma plataforma que oferece modalidade de aluguel por um determinado preço e de aquisição perpétua a outro preço.

Além disso, há de se considerar situações em que o software é pago, mas suas extensões são gratuitas (e vice-versa): o WordPress é gratuito, mas vários de seus plugins são pagos.

Clique em cada uma das caixas para saber mais sobre cada modelo de licença de software, classificados dos mais abertos aos mais fechados.

Licença de software gratuita (Freeware)

Modelo de licença de software onde não há nenhum custo ou limitação para aquisição e uso. Igualmente, a liberdade de modificação ou adição de software é determinada pelo tipo (código aberto, copyleft, proprietário).

Exemplos de freeware: o browser que você está utilizando agora – como o Chrome por exemplo – é um software gratuito.

Software autofinanciado

Esta é uma opção exercida por empresas que tem necessidades ultra específicas que não podem ser atendidas pelo mercado ou que exigem confidencialidade. Dessa forma, uma empresa ou conjunto de empresas banca o desenvolvimento e é proprietária única.

Exemplos de software autofinanciado: sistemas de cadastro de organizações estatais geralmente são desenvolvidos in house.

Software as a Service (SaaS)

Modelo de licença de software onde a empresa exerce o direito de uso da plataforma, mas instalada em servidores do desenvolvedor e servida na nuvem. Atualmente é o modelo de licença de software mais popular, devido à facilidade de aquisição e implantação.

Exemplos de SaaS: a Salesforce talvez seja a plataforma SaaS mais famosa no planeta.

Aluguel – Application Service Provider (ASP)

Aqui algumas características se confundem com o SaaS, mas a escala é diferente. Por exemplo, no SaaS, olha-se para o conjunto de usuários de uma empresa, e por outro lado ASPs provém software para suportar itens como infraestrutura de rede, por exemplo.

Exemplos de ASPs: a Cisco oferece software em modelo de aluguel juntamente com seus roteadores e switches.

Licença de uso

Modelo de licença de software individual. Sendo assim, ela está limitada a instalação e operação em um único dispositivo, sendo intransferível e não necessariamente atrelado a suporte técnico, que pode ser cobrado como parte de um contrato.

Exemplos de licença de uso: muitos antivírus como o Avast a princípio usam este modelo de licença de software.

Licença de software de aquisição perpétua

Este modelo envolve a aquisição em definitivo de uma plataforma para uso dentro da empresa, por consequência estabelecendo o software como um ativo. Sendo assim, esta licença é uma despesa capital e não operacional. Contudo, atualizações e manutenções não estão previstos, exigindo contrato.

Exemplos de licença perpétua: a SAP, por exemplo, utiliza-se deste modelo, com a venda de licança e a oferta de serviços de atualização e manutenção.

EULA – End User Licence Agreement

As licenças de software são guiadas por acordos determinados na aquisição da plataforma. O EULA (End User Licence Agreement) vem em diversas formas e especificações, mas pode ser definido como:

End User Licence Agreement (EULA) é o contrato entre o licenciante e o comprador, que define os direitos e deveres de quem adquire e usa o software. Compreende as limitações de modificação e adição ao software original, bem como a necessidade de atribuição de créditos ou não, e outros dispositivos legais. Ao mesmo tempo, no Brasil o termo é identificado por sua tradução, Acordo de Licença de Usuário Final.

Qual o melhor modelo para minha empresa?

Não existe modelo de licença de software melhor ou pior, a questão é qual ou quais são mais apropriados para as necessidades específicas da sua empresa. Por vezes, uma combinação de modelos é ideal para obter o máximo possível dos softwares corporativos a custos competitivos.

Sendo assim, ao tomar uma decisão do tipo, cabe fazer as seguintes perguntas.

Quanto controle sobre o software precisamos?

Algumas soluções de software exigem alta customização e adaptações para atender as necessidades da empresa. Sendo assim, a avaliação de modelo de licença de software desejado deve contemplar a flexibilidade de customização e – mais importante – o custo do contrato de serviços atrelado a este.

Se há uma necessidade de atualizações constantes, criação de novos relatórios e suporte, possivelmente SaaS funcione melhor. Contudo, se o software atende as necessidades “out of the box”, talvez a licença perpétua seja uma opção.

Qual o nível de suporte que preciso?

Nem tanto uma consideração de licença ou tipo de software, mas igualmente importante, é necessário entender os custos de suporte atrelados à solução considerada. No caso de software acessível por todos os usuários da empresa, suporte técnico é fundamental para garantir produtividade.

Sendo assim, há de se fazer uma avaliação de custo de uso x custo de suporte: nem sempre o software mais caro é a pior opção, pois pode ter suporte presencial incluso em seu valor. Por isso, considere com cuidado os custos de suporte de acordo com sua necessidade.

Qual o conjunto de softwares disponíveis no mercado para este necessidade?

Na escolha de licença de software, vimos que é possível desde o uso com comprometimento de curto prazo (mês a mês) como longo prazo (perpétuo). Sendo assim, uma das considerações a se fazer aqui é a quantidade de opções oferecidas no mercado e a distância entre elas. Por exemplo, se olharmos ferramentas de criação de PDFs, é dificil enxergar além da Adobe; por outro lado, a oferta de softwares de gestão financeira é bastante ampla.

Esta facilidade ou dificuldade de encontrar solução pode fazer a diferença entre um tipo de software com comprometimento fácil de encerrar versus uma perda financeira pesada na troca.

É possível testar o software antes de adquirir?

Antes que um gestor tenha que entrar em qualquer comprometimento com uma licença de software, ele pode tirar proveito de períodos de experimentação oferecidos por vários desenvolvedores. Frequentemente com funções completas liberadas por um tempo, o teste dá mais segurança na decisão de aquisição, dessa forma podendo até converter uma licença de pagamento mensal para uma perpétua.

Licenças de software gratuitas ou pagas?

É natural considerarmos que software corporativo exige investimento. Uma solução empresarial parece exigir uma seriedade que só pode existir via investimento. Contudo, nem todo tipo de software gratuito significa que ele é inadequado para empresa: de novo, falamos da adequação do software à necessidade do gestor e da empresa.

Por isso, o modelo freemium pode e deve ser abusado dentro das corporações. Aqui, o uso do software é gratuito dentro de um determinado volume de usuários, ou tem funcionalidades reduzidas, sendo cobrado somente se o gestor desejar aumentar o volume de uso. Sendo assim, e avaliando a real necessidade, é possível ter um software altamente útil a um custo zero.

Como aplicar este conhecimento para licenças de software de gestão de telecom?

Agora que você se sente mais seguro sobre suas decisões de software, como você as aplica em sua gestão de telecomunicações? Às vezes, a contratação de uma consultoria de telecom traz junto uma plataforma tecnológica, trazendo o melhor de inteligência de mercado e tecnologia para apoiar gestão.

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