Gestão de Equipes: 10 Dicas Para Atingir Alta Performance Rapidamente

Gestão de Equipes - Mobilit

Não importa quanta tecnologia adicionamos à gestão, de soluções SaaS a outras modalidades de software, a gestão de equipes ainda está no centro do sucesso de qualquer projeto. Orquestrar talentos, extraindo o máximo deles e mantendo a equipe motivada para não perder talentos é um desafio para qualquer líder.

Sendo assim, não é tarefa simples de se realizar com grande sucesso. Porém, existem alguns caminhos a serem percorridos que aceleram resultados, combinando as forças dos seus colaboradores em torno dos objetivos e transformando seu departamento ou empresa em uma máquina de execução de projetos de sucesso.

O que vamos então cobrir neste artigo?

1. Objetivos claros em gestão de equipes: macro e micro

Em gestão de projetos, sabemos que a definição de objetivos claros é fundamental para o sucesso de qualquer empreitada dentro ou fora da empresa. Portanto, antes de chegar na equipe em si, é necessário ter a completa compreensão dos objetivos.

Sendo assim, o gestor que precisa distribuir funções e saber como guiá-las junto às pessoas certas precisa saber qual o destino. Sabendo disso, é necessário quebrar o mesmo em pedaços de acordo com cada função e pessoa da equipe, pois essa é a base das medições de resultado e performance, e a melhor maneira de visualizar como gerenciar a equipe.

Antes de mais nada, cada pedaço do objetivo deve ter métricas claras, para que as pessoas possam ter visibilidade do que é esperado delas. Estas métricas devem ser comunicadas, mas também contextualizadas em torno do objetivo maior e dentro do mecanismo do projeto.

Veja abaixo um exemplo simples de objetivos macro e específicos:

  • Objetivo macro: implantar uma solução automatizada de gestão de telecom em 6 meses
    • Gerente de TI: especificar características técnicas da solução
    • Compras: identificar 3 fornecedores de soluções dentro da especificação
    • Analista de TI: interagir com o fornecedor escolhido, de forma a cumprir as etapas da implantação no prazo e escopo definidos.

Como vimos, o exemplo acima é genérico, mas vale aplicar a metodologia SMART para os objetivos:

Meta SMART é o nome da metodologia que cria critérios para definir de objetivos e metas, que portanto devem ser S (específica, sem deixar dúvidas), M (mensurável), A (atingível, possível de ser feita), R (relevante para o projeto) e T (temporal, com prazo estipulado).

2. Gestão de equipe é gestão de pessoas

Parece óbvio dizer isso, mas sua equipe é feita de pessoas. Porém, o que não é tão óbvio é como absorver a gestão de pessoas dentro da gestão de equipe.

Primeiramente, é importante interiorizar que pessoas são suscetíveis a falhas, causadas pelos mais variados motivos. Por isso, qualquer estilo de gerenciamento deve ser baseado na empatia. Quanto mais longo é o prazo de um projeto ou do trabalho em conjunto na equipe, mais as pessoas estão sujeitas a problemas familiares, desmotivação de qualquer espécie, doenças ou simplesmente dias ruins.

Portanto, é papel do gestor não criar expectativas de “máquina” para a equipe, ou criar metas e prazos inflexíveis. Aprenda a ouvir, entender de onde vem possíveis quedas de produtividade. Dessa forma, você consegue descobrir gargalos que podem ser facilmente resolvidos e ajustados. Coloque-se no lugar da equipe: saiba ser rigoroso com o que exige rigor, mas seja acima de tudo justo.

3. Nervoso, não nervosinho: controlando emoções

Uma equipe, seja em empresas, ou em esportes ou até mesmo um grupo de estudos é movido por emoções. Sendo assim, é normal que com o tempo a tensão seja presente em seus projetos enas relações entre as pessoas e das pessoas com o trabalho.

Sendo assim, um estado de nervosismo é altamente positivo para sua gestão de equipes. Calma, vamos explicar: uma das definições de “nervoso” inclui a palavra “preocupado”. É importante que as pessoas envolvidas em atingir um objetivo tenham preocupação, nervo, inquietude para chegar lá. É a adrenalina que garante que todos se movam da forma que é exigido não só por você, mas por seus objetivos pessoais e profissionais.

Agora, o que você deve evitar em gestão de equipes é a epidemia de “nervosinhos”. Este é o ponto onde a tensão que dá impulso para sua equipe ficar afiada vira improdutiva, é onde nascem as brigas, discussões por coisas sem importância, falta de união e colaboração e no final objetivos perdidos.

Promova um certo nervosismo na sua equipe, mas combata os nervosinhos. E claro, não seja você o nervosinho da equipe: este é um estado que passa fácil para os outros, e quando você é a figura no topo do gerenciamento de equipes é pior ainda. Ou seja, o gestor nervoso instiga as pessoas, o nervosinho desmotiva.

4. Fale o que você faz, mas faça o que você fala

Comunicação é fundamental em gestão de equipes: seus membros devem saber não somente dos movimentos de seus pares, e como isto impacta no projeto, mas você deve comunicar claramente sua visão e toda mudança de curso que possa impactar o projeto.

Tudo que afeta as pessoas que estão abaixo de você deve ser comunicado das seguintes maneiras:

  • Claramente: linguagem acessível a todos, evitando termos técnicos que excluam pessoas da mensagem e sem nenhuma dubiedade. Use números e conceitos claros para que todos tenham a mesma compreensão.
  • Igualmente: prefira comunicar-se de forma massificada, se a comunicação é importante para todos. Sendo assim, reuniões, e-mails para todo o grupo e outros métodos devem ser usados.
  • Constantemente: não deixe a equipe sem atualizações por muito tempo. Evite, portanto, a sensação de barco à deriva. Além disso, comunicações espaçadas acumulam muitos assuntos, e dificultam o entendimento da equipe.

Falar o que você faz é importante em gestão de equipes, porém o oposto é igualmente importante. Durante a atividade de gestão de equipe, falamos muitas coisas para o time, algumas no particular, outras para o grupo. Porém, policie suas palavras: tudo que você fala tem que ter reflexo na ação: se você promete um estímulo para a equipe atingir um determinado marco do projeto entregue.

Sendo assim, se não pode assumir um compromisso, não o faça: como em qualquer relação entre pessoas, a quebra de confiança tira a paixão da sua equipe. A partir daí, qualquer promessa será recebida com desconfiança, e trará cada vez menos resultados.

5. Conflitos acontecem, portanto construa com eles

Já falamos que paixão, o “nervoso” é positivo para sua equipe. Porém, esta paixão geralmente traz discussões, e é papel do gestor de equipes de evitar que estas discussões escalem de forma a inviabilizar o trabalho em equipe.

Primeiramente, é importante destacar que discussões entre a equipe são positivas para que processos melhorem e que objetivos sejam alcançados. Divergências de idéias são comuns por lidarmos com personalidades, experiência, vivências e papéis diferentes. Estimule sempre a discussão dentro da equipe.

Porém, sinais de desrespeito, menosprezo e ofensas verbais devem ser cortadas na raiz: aqui, é importante exercer empatia e um papel de psicólogo, ouvindo as pessoas, entendendo de onde vem as divergências, quão graves elas são e como agir. Existem casos extremos que são passíveis de punição, mas a grande maioria se resolve com conversa franca e direcionando para um diálogo respeitoso.

6. Dê poder às pessoas na sua gestão de equipes

Talvez o maior dos estímulos que uma equipe pode receber é a autonomia. Primeiramente, é uma injeção de confiança nos membros, saber que seu gestor permite uma certa mobilidade para atingir seus objetivos individuais como acharem que deve.

Obviamente, nem tudo é passível de ser feito de qualquer maneira. Existe a necessidade de aderência a padrões éticos e conformidade com a cultura e processos da empresa. Porém, você vai se surpreender com a criatividade de alguns dos membros da equipe quando lhes oferecemos campo para tomar suas decisões.

Pense no futuro ao dar autonomia: você quer formar lideranças na equipe, possíveis gestores que vão responder a você e lhe dar mais tranquilidade de que as rotinas e projetos estão rendendo o que devem, com menos esforço gerencial.

7. Nem todos são camisa 10, mas todos juntos são um time

Seria excelente escolher uma equipe só de gênios, não?

Resposta simples: depende. 11 Pelés são ótimos para fazer gols, mas horríveis para defender. Fora que 11 Pelés custam mais da sua folha que você precisa.

Montar equipes é procurar os talentos certos para as posições certas, dentro de restrições de verba e disponibilidade de recursos humanos. Sendo assim, você vai ter colaboradores que se destacam por alta performance e liderança informal, e colaboradores que são excelentes em apoiar os outros integrantes mas que não funcionam muito bem sozinhos.

É o papel do gestor de equipes harmonizar as diferentes habilidades das pessoas, identificar os talentos acima da média e mantê-los por perto e extrair o melhor de cada um.

8. Treinar é um estado permanente em gestão de equipes

A capacidade de aprender técnicas e aprender com os próprios erros é fator determinante de sucesso em gestão de equipes. Treinar e capacitar a equipe envolve primeiramente o aspecto formal: identifique gaps de conhecimento no time, invista em programas e cursos que podem preencher a necessidade e garanta que todos se dediquem ao conteúdo.

Além dos programas de treinamento, o aprendizado interno é igualmente importante: faça reuniões de revisão com a equipe, identifique processos que podem ser melhorados e busquem soluções em conjunto. Esta é uma forma de aprender que muitos gestores menosprezam ou ignoram, mas é uma das mais valiosas, por envolver conhecimento que afeta diretamente o grupo e a empresa.

9. Saiba punir, mas acima de tudo saiba recompensar

Ninguém gosta de aplicar punições, mas a existência delas garante que a equipe trabalhe de forma mais atenta, dedicada e focada. Primeiramente, vamos excluir daqui os casos extremos, que motivam demissões e são pontos fora da curva. Punições comuns envolvem excluir o colaborador de uma determinada tarefa, um registro na avaliação anual que pode prejudicar seu bônus, ou uma advertência verbal.

Por outro lado, já que estabelecemos punições para garantir uma base de colaboração em gestão de equipes, as recompensas podem elevar os resultados para extrapolar as metas. Como regra, premie o atingimento de metas e marcos, mas premie ainda mais a superação destes: saber que existe um estímulo além do seu trabalho (bônus, promoções, premiações) é um forte estímulo.

Sendo assim, existem 4 características que unem punições e recompensas. Via de regra, elas devem ser:

  • Justas: definidas por critérios claros, de modo a não fazer parecer que se trata de um capricho ou arbitrariedade.
  • Iguais: todos os membros da equipe devem se submeter às mesmas regras de punição e recompensa. Não se pode deixar a impressão de favoritismo, sob risco de perder a equipe.
  • Coerentes: demitir um funcionário sem histórico de falhas por esquecer de enviar um e-mail que causou um atraso de algumas horas na rotina pode ser uma punição desproporcional. Criar um clima de medo de perder o emprego desestimula a criatividade. Por outro lado, oferecer recompensas gigantes por razões banais gera expectativas irreais.
  • Imediatas: devem acontecer próximo ao fato gerador, para gerar um efeito corretivo ou motivador ampliado.

10. Olhe para dentro para ser um melhor gestor de equipes

Por fim, se você quer ter sucesso em gestão de equipes, olhe para o espelho com frequência. defina seus objetivos como gestor, não só relacionados a projetos ou processos, mas também à pessoas. Algumas perguntas que você pode se fazer para definir seus objetivos relacionados à equipe incluem:

  • “Com que frequência e de que forma vou dar feedback para a equipe?”
  • “O que posso fazer para que eles trabalhem mais em conjunto?”
  • “Que conhecimentos estão faltando que preciso preencher, e como vou preencher?”
  • “Quais são as recompensas possíveis e como distribuí-las?”
  • “Com que frequência a equipe toma iniciativas, e qual o sucesso dessas iniciativas?

Como essas dicas se comparam com sua experiência?

Gerenciar pessoas é igualmente estimulante e desafiador, mas se feito da forma correta pode elevar seus resultados rapidamente. Na área de TI/telecom, esta habilidade é particularmente fundamental, visto que é uma das áreas mais cobradas por eficiência dentro das empresas.

Sendo assim, queremos ouvir de você se estas dicas ecoam sua experiencia: já aplicou alguma? Qual a mais importante para sua realidade? Em 15 anos de mercado, gerenciamos equipes próprias no escritório ou nas instalações de nossos clientes, então aprendemos bastante sobre o assunto. E claro, temos a tecnologia que facilita não só a gestão de equipes, mas todos os processos de Telecom Expense Management da sua empresa.

O convite está aberto, queremos ouvir você. Fale conosco ainda hoje e vamos começar a projetar seu futuro!

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