BYOD na sua Empresa: Conheça as Vantagens e Desvantagens

Bring your own device

O conceito de Bring Your Own Device (BYOD) é um dos assuntos mais complexos da gestão de telecomunicações dentro das empresas. Avanços tecnológicos cada vez mais acessíveis a todos derrubam as barreiras entre dispositivos corporativos e dispositivos pessoais.

Mas enfim, o que exatamente é BYOD e o que deve ser considerado antes de sua implantação? Acima de tudo, se a empresa seguir adiante, o que deve estar na pauta da discussão? Vamos responder estas e outras perguntas neste artigo.

BYOD – o que é?

BYOD compreende uma série de políticas corporativas que visa facilitar o uso de smartphones pessoais para o trabalho. Sendo assim, não envolve apenas o colaborador trazer o aparelho para o escritório e ir utilizando: a palavra “políticas” é importantíssima para entender o que é BYOD de verdade. Vamos falar delas daqui a pouco.

Antes, vale entender por que este assunto entrou nas discussões da gestão de dispositivos móveis (MDM) da empresa.

Tecnologia Móvel

Quando a tecnologia móvel chegou no mundo, o alto custo era uma barreira ao acesso. Por isso, toda a indústria se voltou para a o uso corporativo, com dispositivos desenhados para atender empresas.

Com o tempo, a tecnologia móvel se tornou acessível a mais pessoas, e a chegada dos sistemas operacionais e dispositivos iOS e Android reduziu os custos de produção e venda destes. Dessa forma, a distância entre qualidade da tecnologia móvel corporativa e pessoal caiu, e um smartphone de ponta entrou na vida pessoal e profissional com igual força, daí a força de BYOD.

Se está curioso sobre a evolução da tecnologia móvel, falamos um pouco sobre ela neste artigo sobre a história das telecomunicações.

Tecnologia de Gestão

Porém, de nada adiantaria simplesmente permitir que colaboradores pudessem trazer seus dispositivos para o escritório se não fosse possível garantir a segurança das informações e a inserção de smartphones, tablets e até laptops pessoais em sistemas automatizados de gestão.

A profissionalização da gestão de dispositivos móveis (MDM), dessa forma, ajudou o BYOD a virar uma política factível dentro das corporações. Com plataformas SaaS dedicadas à gestão de inventário, uso, aplicativos e segurança de dispositivos móveis, tornou-se possível inserir aparelhos pessoais no ambiente corporativo, incluindo o gerenciamento remoto.

Se quiser saber mais sobre MDM e suas possibilidades, escrevemos um artigo sobre o assunto. Confira!

Políticas de uso em BYOD

Como prometido na introdução, é hora de falarmos de poĺíticas, ponto central do BYOD. Nesse sentido, estas vão de recomendações de uso comunicadas via canais internos da empresa e documentos jurídicos de responsabilidade a processos automatizados. Contudo, de maneira geral, podemos dividir as políticas de BYOD em Uso, Segurança e Aplicativos.

Uso

No nível mais simples (mas não menos importante) de BYOD, definir com clareza as melhores práticas no uso de recursos pessoais como recursos corporativos evita uma série de problemas para a empresa.

Considerando que é um dispositivo pessoal, os usuários podem se sentir no direito de usá-lo indiscriminadamente, incluindo quando usam aplicativos e dados corporativos. Além disso, se a empresa possui uma política de reembolso de despesas móveis de trabalho, aplicam-se em BYOD as mesmas regras de uso responsável de um aparelho corporativo. Isso significa não abusar de serviços cobrados que não agregam valor, não exceder níveis razoáveis de uso pessoal durante o horário de trabalho e outros.

Sendo assim, duas frentes de trabalho corporativas são necessárias: primeiro, a formalização de política de uso e a documentação do aceite por parte do colaborador. Isto inclui possíveis sanções e responsabilidades legais derivadas do uso.

Em seguida, um trabalho interno de comunicação de melhores práticas, quais serviços evitar, como aumentar a produtividade com o uso do dispositivo móvel e outras mensagens ajuda a garantir um ambiente de trabalho saudável.

Se o assunto de gestão do uso lhe interessa, falamos sobre ele em uma postagem recente no blog.

Segurança

Devido à mobilidade, dispositivos como smartphones estão mais propensos a roubo ou perda. Se o dispositivo oferece acesso à informações e aplicativos corporativos confidenciais, como garantir que BYOD não se torne um problema para segurança da informação?

Primeiramente, é preciso pensar no aparelho. Além de acesso seguro ao dispositivo físico (como digital ou PIN para desbloqueio), uma segunda camada de segurança pode garantir a proteção da empresa. Pedir um acesso com senha antes de se conectar à rede corporativa reforça a proteção.

Em segundo lugar, é preciso garantir que onde a segurança física não chegar, que procedimentos remotos resolvam brechas com maior eficiência. Plataformas de MDM são capazes de bloquear ou até mesmo apagar a memória de dispositivos móveis em qualquer lugar do mundo, de forma centralizada.

Sendo assim, a combinação de segurança física e virtual dá mais tranquilidade para empresas fazerem informação circular em todos os dispositivos em BYOD.

Aplicativos

Apps corporativos são a principal justificativa da existência de dispositivos móveis nas organizações, sejam eles propriedade da empresa ou parte de BYOD.

Mesmo assim, existe o desafio de garantir que todos os colaboradores tenham em seus dispositivos o conjunto de aplicativos necessário para executar suas funções. Com conjuntos para diferentes posições, empregados espalhados ao redor do mundo e aparelhos pessoais em BYOD, como fazer o deployment de apps na empresa?

Plataforma de MDM são excelentes para definir conjuntos de aplicativos por nível hierárquico e a implantação imediata (24x7x365) dos mesmos, até mesmo em dispositivos pessoais. Mesmo no contexto de BYOD, em dispositivos pessoais, tudo que o usuário deve fazer é acessar o site self-service da empresa. Dessa forma, ele faz o download de um app de MDM e prossegue a partir daí.

Uma palavra sobre inventário em BYOD

A visibilidade de dispositivos e a capacidade da empresa de provisionar para MACD (Mudança, Adição, Troca e Desligamento) faz de qualquer dispositivos em BYOD um item de inventário, ao menos no nível de registro.

Digamos que um gerente comercial usa seu iPhone para realizar o trabalho. Se ele o perde, como TI consegue realizar as identificações necessárias para disparar o processo de substituição por um dispositivo corporativo? Mais: se o dispositivo não é visível no controle de inventário, como realizar as ações automatizadas com a perda (apagar os dados remotamente)?

Logo, para todos os efeitos e propósios de BYOD, dispositivos pessoais são parte do cadastro de inventário, com a mesma profundidade e detalhamento dos corporativos. Obviamente, identificar dispositivos pessoais como tal no cadastro ajuda a medir a saúde do programa de BYOD, mas é importante considerá-los parte da empresa.

Vale a pena implantar BYOD? Vantagens e Desvantagens

À essa altura, se você não tem um programa de BYOD você está pesando os prós e contras de sua implantação. Se você já tem um programa desse, é possível que ler este artigo esteja lhe fazendo repensar alguns aspectos. Sendo assim, que tal listar as vantagens e desvantagens de um programa de BYOD?

Vantagens

  • Produtividade. Principalmente pela conveniência do uso do próprio dispositivo, com o qual o usuário já está familiarizado. Sendo assim, a curva de experiência é menor e o uso mais efetivo no BYOD. Por exemplo, quem já teve que abandonar um Android para usar um iPhone da empresa entende essa dificuldade.
  • Imagem corporativa. Uma empresa que dá liberdade aos colaboradores de usar o dispositivo pessoal no trabalho projeta imagem de flexibilidade. Consequentemente, isso a ajuda a se tornar um empregador mais atraente, garantindo benefícios de captura e retenção de talentos.
  • Redução de Despesas. Obviamente, BYOD para a empresa é um ótimo negócio, financeiramente falando. Mesmo que as despesas geradas pelo uso sejam da empresa, evitar custos de aquisição e manutenção / troca de aparelho tem impactos significativos.

Desvantagens

  • Segurança. Já falamos do assunto, mas nunca é demais lembrar que em BYOD, os aplicativos corporativos são instalados em um aparelho que não pertence à empresa. Legalmente, o usuário e aparelho não precisam aderir a políticas de uso na sua segmentação pessoal. Ainda que existam soluções, é mais um nível de complexidade na segurança da informação corporativa.
  • Propriedade do número. Este item é especialmente sensível para áreas comerciais e de contato com o cliente. Seu gerente comercial deixa a empresa e leva seu aparelho e seu número embora. A partir deste momento, todas as ligações dos clientes que ele gerenciava para sua empresa serão atendidas por um concorrente. Esta é uma consideração delicada, porém necessária ao elaborar seu programa de BYOD.
  • Escalabilidade. O acesso do empregado a aplicativos e dados corporativos, mesmo com todas as camadas de segurança, não basta. O que impede seu gerente comercial de instalar os pacotes em seu smartphone, tablet, chromebook, smartphone de esposa ou filho? O controle torna-se complexo se não se estabelecem limites para quais dispositivos são permitidos, e a infraestrutura corporativa pode sofrer.

BYOD é útil para sua empresa?

Implantar BYOD não é uma decisão ou tarefa simples. Sabemos que o assunto é complexo e cheio de particularidades. Como descobrir se as vantagens vão compensar as desvantagens no seu caso esepecífico?

Por isso, estamos abertos para receber suas dúvidas sobre o assunto. Queremos lhe ouvir e colocar nossa experiência para seu benefício.

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